PLANO SIMBIÓTICO

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Natureza é uma palavra proveniente da palavra latina natura, que significa o curso de tudo que permeia o nosso universo. De onde viemos, onde estamos e para onde vamos são questionamentos diários de uma sociedade em desenvolvimento constante, como a nossa.

 

Como Lavoisier descreveu, no século XVIII, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Essa frase descreve a evolução de uma sociedade que partiu de um habitat onde os fatores externos não foram criados especificamente em função do Homem e de sua subsistência. Com isso, gera-se a necessidade do Homem de se transformar para se adaptar ao seu entorno.

 

Existem diversos tipo de adaptações, desde as fisiológicas, onde o indivíduo está condicionado ao funcionamento do organismo, em resposta às variáveis ambientais; as adaptações anatômicas, que garantem diferentes estruturas morfológicas aos seres vivos; como também as adaptações comportamentais, que como o próprio nome sugere, são as que se relacionam com o comportamento dos seres vivos, seja para escapar de situações desfavoráveis como o frio ou a seca, seja para garantir maior sucesso reprodutivo, seja para garantir fonte de alimento, ou proteção contra predadores, dentre outros.

 

Ao mesmo tempo em que o Homem modifica a Natureza, ele cria um espaço ou lugar para viver com o objetivo de garantir a sua existência.  Além de construir campos, cidades, estradas e indústrias, extrai da natureza minerais com os quais fabrica vários produtos de que necessita, e muitas outras coisas. Um objetivo não menos importante é a necessidade dos seres vivos criarem espaços onde relacionam-se entre si. Esses espaços são conhecidos como espaços de convívio ou espaços vivenciais.

 

Porém, hoje, na sociedade atual que o Homem criou, durante o ato de produção ou reconstrução do seu espaço vivencial, ainda se predominam os interesses individuais e não os coletivos. Isso significa que durante uma ação gerada a partir de uma necessidade individual não estão sendo julgados os impactos que essa ação está causando no seu entorno.

 

Quem nunca ouviu falar na expressão: - “A sua liberdade acaba quando começa a minha”? Aqui afirma-se que existe uma linha que divide dois indivíduos, liberdades ou estruturas. Nosso estudo começa nessa linha chamada linha limite. Nossa avaliação resulta na afirmação que essa linha não é estática, mas sim, um plano que se molda através do equilíbrio entre as necessidades de dois indivíduos.

 

A proposta que apresentamos tem o objetivo de fazer as pessoas repensarem o espaço a partir das necessidades de adaptações de cada sociedade e seu entorno. Lê-se adaptação como sendo qualquer característica que torna algum organismo capacitado a sobreviver e a se reproduzir em um respectivo habitat.

 

O espaço que propomos é um espaço que parte do vazio, onde a busca da sua adequação permeia no limiar entre a necessidade, funcionalidade ou simplesmente desejo, realizando a construção do espaço de cada indivíduo. Nele, cria-se a responsabilidade do ato. O ato é o momento que alteramos nosso espaço. A partir do ato, também modificamos o espaço do outro. Com isso, percebemos que invariavelmente a todo momento, estamos em comunicação com o mundo e a sociedade em que vivemos.

 

Com isso, criamos um plano de interseção que ‘separa’ e ‘une’ espaços individuais, reproduzindo o espaço vivencial de uma nova sociedade onde objetiva o coletivo, onde o estímulo da ação e reação transforma o pensamento do ato. Para esse espaço, demos o nome de Plano Simbiótico.

 

A definição da palavra simbiose significa a relação mutuamente vantajosa entre dois seres vivos. O plano simbiótico é representado por uma parede de três metros de comprimento por dois de altura preenchido com sarrafos de madeira medindo 7 x 7 cm. Essa parede divide dois espaços individuais onde cada pessoa cria seu espaço de acordo com suas necessidades puxando e empurrando os sarrafos no seu espaço funcional atendendo às suas necessidades individuais. Sendo que, ao mesmo tempo, a pessoa que se encontra no outro espaço vivencial poderá simultaneamente alterar as funcionalidades do seu lado do Plano. Nesse momento, cria-se uma tensão no plano que é resolvido com o equilíbrio produzido, no momento onde as necessidades mútuas são atingidas sem interferirem negativamente nas necessidades do outro.

 

A partir do conceito apresentado, criamos uma série de objetos que chamamos de “Objetos Simbióticos”. São objetos que se adaptam às suas necessidades e criando a tensão do próprio objeto em relação ao espaço que ocupa.

 

Esse é o resultado de um novo modelo social, modelo no qual poderemos viver em harmonia não apenas entre os Homens, mas também com a natureza.

Nature is a word derived from the Latin word natura, meaning the course of everything and the universe itself. Where we came from, where we are and where we will go are questions of a society in constant development, like ours.

 

As Lavoisier described in the eighteenth century, "In nature nothing is created, nothing is lost, everything is transformed". This phrase describes the evolution of a society which came from a habitat where external factors were not created specifically assigned to human society and their livelihood but, from the transformation of their surroundings. Thus, it generates the need for man to turn to adapt to its surroundings.

 

There are several types of adaptations, since the physiological, where the individual is subject to the body functioning in response to environmental variables; or the anatomical adaptations which ensure different morphological structures to living beings; and behavioral adaptations, which as its name suggests, are those which relates to the behavior of living beings, in order or, to escape from unfavorable conditions such as cold or drought, or to ensure greater reproductive success, or ensuring food supply or protection from predators, among others.

 

In the same moment when man changes nature, he creates spaces or places to live in order to ensure its existence. In addition to building crop fields, cities, roads, industries, he extracts the minerals from nature with the objective of manufacturing various products for human needs, and many other things. No less important goal is the need of living beings to create spaces where they relate to each other. This space, called living space.

 

But today, in today's society created by men, or during the act of production or reconstruction of a living space, it predominates, individual interests and not the collective needs. This means that during an action generated from an individual need does not judge the impact that this action is causing to its surroundings.

 

Who ever heard the expression: - "Your freedom ends where mine begins"? In this moment it is stated that there is a line between two individuals, freedoms or structures. Our study begins this line named limit line. Our evaluation results in the statement that this line is not static, it is actually a plan that is shaped by the balance of the two individuals needs.

 

Our proposal is to present a project where we invite people to rethink the space based on the needs of adaptations of each society and its surroundings. ‘Adaptation’ meaning as any feature that makes a qualified organism survive and reproduce themselves in a respective habitat.

 

 

The space proposed by us, is a space starting from emptiness, where the research for its adequacy permeates the threshold between the need, functionality, or simply desire, by producing the construction of the space. With this space, we create responsibility of the ‘act’. The act is the moment we change our living space. From the ‘act’, we also modify the space of other living being. At this moment, we realize that invariably every moment, we are in communication with the world and the society in which we live.

 

With this goal, we created an intersection line that 'separates' and 'join' individual spaces, reproducing the living space of a new society where aims the collective, where the stimulus of action and reaction transforms the thinking during the act. We named this space, “Symbiotic Plan”.

 

The definition of symbiosis word is a mutually beneficial relationship between two living beings. Symbiotic plan is represented by a wall three meters long by two meters tall filled with wooden battens measuring 7 x 7 cm. This wall divides two individual spaces where each person creates their atmosphere according to their needs by pushing or pulling the battens of their functional space in order to achieve their individual needs. Meanwhile the person which is on the other living space can simultaneously change the features on his side plane. In this moment, they create a tension in the plane that is solved with the balance made when the mutual needs are achieved without adversely interfere in the other's needs.

 

Based on this concept, we have created a series of objects that we call "Symbiotic Objects".

 

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